História

Em 17 de outubro de 1904, três Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: Ir. Luisa Olsztynska, Ir. Natália Zietak e Ir. Leocádia Suchoswiat, pela primeira vez, pisaram firme nestas terras do sul do Brasil, estabelecendo-se em Curitiba, na colônia Abranches. Aqui vieram como verdadeiras servas e, imediatamente, colocaram-se a serviço. De início, a prioridade era a educação das crianças e jovens, filhos dos imigrantes poloneses. No entanto, para uma Filha de São Vicente de Paulo e de Santa Luisa de Marillac, o "amor é inventivo ao infinito" e miséria alguma lhe é estranha.

Em contato com a realidade daquela época, nossas três missionárias foram descobrindo, junto ao povo pobre, outras tantas prioridades além daquela para a qual vieram. Intrépidas e corajosas, corações ternos e cheios de bondade, olhar penetrante e fixo no essencial da vocação e missão - servir Jesus Cristo na pessoa dos pobres - elas estenderam a missão também na área da saúde, do social, indo em socorro daqueles que sofriam dores físicas e morais, em via de exclusão social: os doentes, os idosos, as famílias, as crianças, os jovens e todos aqueles que buscavam um consolo, uma palavra amiga, uma orientação, um rumo a seguir na vida com dignidade.

A missão qual árvore frondosa plantada em terra fértil, estendeu seus ramos vindo a constituir-se em Província de Curitiba que, jubilosa, comemorou em 2004 o seu Centenário.

Os passos firmes de Ir. Luisa Olsztynska, Ir. Natália Zietak e Ir. Leocádia Suchoswiat abriram caminho para outras tantas Filhas da Caridade que até hoje constroem a história, história de amor e vida, pois "onde pisa uma Filha da Caridade, há sentimento, onde pisam duas Filhas da Caridade, há determinação. Onde pisam três Filhas da Caridade, a organização cresce. Mas quanto mais Filhas da Caridade se juntam e pisam na terra firme, germina a esperança. Já é possível vislumbrar os horizontes de um mundo novo: Cristo melhor servido nos Pobres e os Pobres libertos em Cristo". (inspirado em texto de autoria desconhecida).

Parabéns a todas as "Luisas", "Natálias", "Leocádias" que fizeram, fazem e farão a história acontecer no decorrer dos tempos.